Rio libera quadras de escolas de samba a partir de novembro

Eventos em quadras de escolas de samba estarão liberados no município do Rio a partir de 1º de novembro, data em que a prefeitura definiu como o início do [...]

Por Adauto em 21/10/2020 às 02:44:24

Eventos em quadras de escolas de samba estar√£o liberados no município do Rio a partir de 1¬ļ de novembro, data em que a prefeitura definiu como o início do período conservador, que é a última etapa do Plano de Retomada das Atividades Econômicas na capital.

Segundo a prefeitura, o período conservador n√£o tem prazo para terminar. Vai depender do desenvolvimento do combate ao novo coronavírus e da aprova√ß√£o de uma vacina contra a covid-19. O dia pode ser alterado se houver alguma modifica√ß√£o nos níveis de contamina√ß√£o e aumento da demanda por leitos na cidade.

O funcionamento das quadras, no entanto, dever√° ocorrer sem aglomera√ß√£o e com todos os protocolos de preven√ß√£o da covid-19, com mesas e cadeiras numeradas. A lota√ß√£o m√°xima é de 50% da capacidade do local. A abertura vale somente para as quadras instaladas no município do Rio. AO funcionamento das quadras de escolas de samba de outras cidades, como a Viradouro, em Niterói, na regi√£o metropolitana; a Beija-Flor, em Nilópolis, e a Grande Rio, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, depende de decis√£o das prefeituras desses locais.

A libera√ß√£o est√° na revis√£o da Fase 6B do Plano de Retomada das Atividades Econômicas, publicada hoje (20) no Di√°rio Oficial do Município do Rio de Janeiro, que altera o decreto anterior da prefeitura do dia 1¬ļ de outubro, que trata desta etapa do planejamento. De acordo com o decreto, as mudan√ßas seguem a delibera√ß√£o do Comitê Científico da Prefeitura do Rio de Janeiro, que ocorreu na quinta-feira passada (15).

As rodas de samba j√° estavam liberadas no decreto anterior, quando foi anunciada a Fase 6B do plano de retomada.

Bares e restaurantes

A partir de 1¬ļ de novembro também fica liberado o hor√°rio de funcionamento de lanchonetes, bares e restaurantes, que devem manter mesas com espa√ßamento de dois metros, dando preferência aos espa√ßos abertos, entre eles varandas, passeios públicos, afastamento frontal, estacionamentos.

Antes, os bares e restaurantes só podiam funcionar até 1h. Continua vedado o sistema self-service nos restaurantes. A capacidade n√£o pode ultrapassar dois ter√ßos das mesas nos espa√ßos internos. Os quiosques da orla ainda n√£o podem prestar servi√ßos na areia da praia. Como j√° tinha ocorrido no decreto anterior, a música ao vivo est√° permitida, mas a pista de dan√ßa é proibida.

O decreto desta ter√ßa-feira divulgou a ata da reuni√£o do Comitê Científico da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. O texto informa que após an√°lise dos dados foram realizadas algumas considera√ß√Ķes e, por unanimidade, o comitê científico reconheceu que a fase 6B “n√£o provocou impacto nos indicadores, os quais, inclusive, vem evoluindo positivamente depois de seu início. As atividades retomadas nesta fase n√£o foram, até o momento, respons√°veis por impactos sobre o sistema de saúde na regi√£o metropolitana (Metro/SUS).

J√° com rela√ß√£o ao comportamento da popula√ß√£o, os órg√£os de fiscaliza√ß√£o observaram aumento significativo do fluxo de pessoas nas praias descumprindo a proibi√ß√£o de permanência na areia e a obrigatoriedade de utiliza√ß√£o de m√°scaras. Para o comitê, “as poucas op√ß√Ķes de lazer acabam direcionando um grande número de pessoas para as atividades permitidas, o que p√Ķem em risco o cumprimento dos protocolos”.

Diante da avalia√ß√£o, o comitê chegou ao consenso sobre a necessidade de se criar mais op√ß√Ķes em espa√ßos que possam ser controlados com o objetivo de desviar o fluxo dos lugares de difícil controle. Sobre a decis√£o anterior de que os bares e os restaurantes funcionassem até 1h, entendeu que essa limita√ß√£o provocou “a ocorrência do comércio ilegal após este hor√°rio, desordem urbana e o grande acúmulo de lixo”.

Fonte: Agência Brasil

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